domingo, 27 de fevereiro de 2011

Reciclagem






Reciclagem 
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símbolo da reciclagem
Símbolo Internacional da reciclagem



Introdução 
Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade  foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.
Importância e vantangens da reciclagem 
A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis  aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.
No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.
Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.
reciclagem de papel Sacolas feitas com papel reciclável
Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.
Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.
símbolos da reciclagem - papel plástico metal  vidro Símbolos da reciclagem por material
Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.
Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta.
Exemplos de Produtos Recicláveis
- Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.


Reciclagem de papel
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Reciclagem de papel: uma atitude que ajuda na preservação do meio ambiente

Introdução 
O papel é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do cotidiano. Quando não está sendo mais utilizado, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do papel reciclado.O papel reciclado tem praticamente todas as características do papel comum, porém sua cor pode variar de acordo com o papel utilizado no processo de reciclagem. 
Importância
A reciclagem do papel é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o papel é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o papel ou compramos papel reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de papel gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de papel.

Coleta 
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de papel é a separação e coleta seletiva do papel. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de papel.

Tipos de papéis recicláveis
Tipos de papel que podem ser reciclados: papel sulfite, papelão, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, entre outros.

Como fazer papel reciclado em casa (reciclagem caseira)

1º - Separe o papel que não está mais sendo utilizado, recorte em pequenos pedaços e coloque num recipiente com água. Deixe assim durante um dia completo.
2º - Pegue este papel molhado e bata num liquidificador ou mexa bastante até dissolver e virar uma espécie de massa.
3º - Coloque esse massa espalhada (no formato fino) numa espécie de rede fina e cubra com um peso que terá a função de prensar.
4º - Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar, de preferência em ambiente seco ou ao sol.   


Reciclagem de Vidro 
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Reciclagem de vidro: geração de renda e preservação do meio ambiente

Introdução 
O vidro é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do vidro reciclado.O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder sua características e qualidade.
Importância
A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o vidro é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o vidro ou compramos vidro reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de vidro é a separação e coleta seletiva do vidro. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de vidro.
Separação no processo de reciclagem
Uma das primeiras etapas no processo de reciclagem do vidro é sua separação por cores (âmbar, verde, translúcido e azul) e tipos (lisos, ondulados, vidros de janelas, de copos, etc). Esta separação é de extrema importância para a fabricação de novos objetos de vidro, pois garante suas características e qualidades.

Tipos de vidros recicláveis
- Garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas;
- Potes de alimentos
- Cacos de vidros
- Frascos de remédios
- Frascos de perfumes
- Vidros planos e lisos
- Pára-brisas
- Vidros de janelas
- Pratos, tigelas e copos (desde que não sejam de acrílico, cerâmica ou porcelana)


Reciclagem de Plástico 
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Reciclagem de Plástico: economia e respeito ao meio ambiente


Introdução 
O plástico é um dos produtos mais utilizados na sociedade atual. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do plástico reciclado.O plástico reciclado tem praticamente todas as características do plástico comum. 
Importância
A reciclagem do plástico é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o plástico ou compramos plástico reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza, poluindo rios, lagos, solo e matas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de plástico gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em empresas e cooperativas de catadores e recicladores de materiais reciclados.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de plástico é a separação e coleta seletiva do Plástico. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de plástico. Esta é uma atitude extremamente positiva e ecologicamente correta.
Reciclagem de embalagens PET (politereftalato de etileno)
Nas últimas décadas as indústrias, principalmente de bebidas e alimentos, estão substituindo as embalagens de vidro e latas pelas de plástico PET. Por serem mais resistentes e econômicas, o PET já está presente nas embalagens de sucos, águas, óleos e refrigerantes. Quando começou a ser usado, o PET não era reciclado e seu descarte na natureza provocava muita sujeira e poluição ambiental. Atualmente, a reciclagem de PET é praticada em larga escala por cooperativas e empresas de reciclagem. O processo de reciclagem do PET passa pelas seguintes etapas: 1º) As embalagens PET são lavadas e passam por um processo de prensagem; 2º) Os fardos de PET são triturados, gerando os flocos; 3º) Os flocos passam por um processo de extrusão, gerando os grãos; 4º) Os grãos são transformados em fios de poliéster ou outros produtos plásticos.
Tipos de plásticos recicláveis
- Garrafas PET
- Potes Plásticos diversos
- Tampas de embalagens
- Sacos plásticos diversos
- Canos de pvc
- Para-choques de carros
- Copos descartáveis
- Plásticos de brinquedos
- Embalagens de produtos de limpeza
Reciclagem de Metal 
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Reciclagem de metal: bom retorno financeiro e uma atitude em prol do meio ambiente


Introdução 
O metal é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Encontramos embalagens de metais, fios e outros produtos metálicos em diversos produtos. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do metal reciclado.O metal reciclado tem praticamente todas as características do metal comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder suas características e qualidade. O alumínio, por exemplo, pode ser usado sem limites. O aço após ser reciclado volta para a cadeia produtiva para ser transformado em latas e peças automotivas, por exemplo.
Importância
A reciclagem do metal é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o metal ou compramos metal reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de metal gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de metal e outros materiais reciclados. O metal tem um alto valor para a reciclagem.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de metal é a separação e coleta seletiva do metal. Nas empresas, residências e outros locais existem espaços destinados ao descarte de metal.
Separação no processo de reciclagem
Na primeira fase do processo de reciclagem de metal, os mesmos são separados por tipos e características. Desta forma, alumínio, cobre, aço e ferro passam por processos de reciclagem diferentes.

Tipos de metais recicláveis
- Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, etc) e aço (latas de sardinha, molhos, óleo, etc)
- Arames, pregos, parafusos
- Fios de metal
- Tampas de metal
- Tubos de pasta
- Panelas sem cabo
- Arames
- Chapas de metal
- Objetos de alumínio (janelas, portas, portões, etc)
- Fios e objetos de cobre;
- Ferragens
- Canos de metal
- Molduras de quadros
- Tampinhas de garrafa
- Tampas metálicas de potes de iogurtes, margarinas, queijos, etc
- Papel alumínio

Materiais Não Recicláveis
Relação dos produtos e materiais que não são recicláveis, meio ambiente
materiais não recicláveis
Nem todos os materiais podem ser reciclados


Introdução 
A reciclagem é um ato de extrema importância nos dias atuais. Além de ajudar na preservação do meio ambiente, gera renda para milhares de pessoas. Porém, por questões técnicas, nem todos os materiais descartados por pessoas ou indústrias podem passar pelo processo de reciclagem. estes, após passarem por processos industriais, não podem ser reutilizados. Grande parte destes materiais não recicláveis, tem como destino o lixo comum.
Relação de Materiais Não Recicláveis
VIDROS
- Vidro de automóveis
- Vidro de janela
- Espelhos
- Cristais
- Lâmpadas (de todos os tipos)
- Vidro de boxe de banheiro
- Vidro temperado
- Ampolas de remédios
PAPÉIS
- Papel celofane
- Papel carbono
- Papel Higiênico
- Guardanapos e papel toalha com restos de alimentos
- Papel laminado
- Papel plastificado
- Fraldas descartáveis
- Espuma
- Etiquetas e adesivos
- Fotografias
- Fita Crepe
VIDROS
- Cerâmicas, porcelanas e louças
- Acrílicos
- Boxes temperados
- Lentes de óculos
- Tubo de TV
METAIS
- Latas enferrujadas
- Clipes e grampos
- Esponjas de aço
- Latas de tinta, verniz, inseticida e solvente
- Aerossóis
 Isopor: este material (espécie de plástico) pode ser reciclado. Porém, muitas empresas que trabalham com reciclagem rejeitam o isopor em função do baixo retorno financeiro que representa.
* Pilhas e baterias (embora não recicláveis devem ser coletados separadamente (não descartados com o lixo comum), pois em contato com o meio ambiente podem gerar contaminação do solo e água).
  

ANTES DE IMPRIMIR, PENSE NO PENSE NO PLANETA!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Planeta Sustentável - 11° Reportagem - LIXO


DEBATE

As sacolinhas plásticas devem ser banidas do comércio?

Muitos acreditam que a praticidade das sacolinhas não justifica o estrago causado ao meio ambiente. Alguns países até já acabaram com o oba-oba das sacolas no mercado. Por outro lado, por serem recicláveis e duráveis, elas podem ser reutilizadas. É só uma questão de educação.




E você, acha que o saco deve ir para o saco?

SIM
A produção do material das sacolas plásticas é agressiva ao meio ambiente. Ela coopera para o esgotamento de sua matéria-prima, o petróleo, que é um recurso natural não renovável e essencial na fabricação de outros produtos. Entre eles, gasolina, óleo diesel e asfalto. Sem contar que o refino do petróleo causa emissões de gases poluentes.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 1,5 milhão de sacolas são consumidas por hora pelos brasileiros. O plástico das sacolas leva cerca de 300 anos para se decompor. Elas impermeabilizam solos, poluem mares e rios e entopem bueiros, dificultando o escoamento da água das chuvas.
Na natureza, os resíduos plásticos causam a morte de muitos animais. A cada ano, 1 milhão de aves marinhas, 100 mil mamíferos marinhos e inúmeras espécies de peixes morrem ao ter contato com o material. As tartarugas-de-couro morrem asfixiadas ou por ingestão de sacos plásticos, que são confundidos com seu alimento natural, a água-viva.
Dá para substituir as sacolinhas por produtos mais amigos da natureza, como bolsas de pano, sacos de papel e caixas de papelão. Uma alternativa é o uso do bioplástico, feito de etanol obtido de processos fermentativos de recursos renováveis – como milho, cana-de-açúcar e beterraba. Essa fonte não seca, agride menos o ambiente e também é reciclável.

NÃO 
A produção de plástico corresponde a 4% da extração mundial de petróleo. E a sacola feita de polietileno virgem traz alguns benefícios: elas são práticas, higiênicas, inodoras, neutras e podem ser reutilizadas. No descarte de lixos, as sacolinhas ajudam a reduzir a proliferação de doenças e a atração de insetos e ratos, garantindo a saúde pública.
O plástico em contato com a terra ou a água é inerte, não polui nem contamina solos. Por ser 100% reciclável, pode ser transformado em novos produtos ou em energia, desde que descartado corretamente. O problema está na atitude das pessoas, que não utilizam nem descartam as sacolas como se deve, e não nas pobres sacolinhas.
O vilão do meio ambiente é o desperdício. Por isso, readequações no mercado e programas de conscientização já trazem bons resultados: em dez meses houve uma diminuição de cerca de 600 milhões de unidades no consumo das sacolinhas. A baixa qualidade de sacos plásticos também é um problema que pode ser resolvido com a adequação das sacolas.
Pesquisa indica que 71% dos brasileiros elegem as sacolas plásticas como a forma ideal para levar as compras. O saco de papel sumiu do mercado por rasgar fácil. Além disso, um estudo concluiu que, se as embalagens plásticas sumissem, o peso do lixo doméstico aumentaria em 404%, o uso de energia seria 201% maior e o custo das embalagens cresceria 212%.
Veja também:Use com moderação


ANTES DE IMPRIMIR, PENSE NO PLANETA!


Está foi a última reportagem do tópico LIXO, e também a última da nossa série de reportagens PLANETA SUSTENTÁVEL. Muito obrigado pela sua companhia e até a próxima postagem. Até mais.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Planeta Sustentável - 10° Reportagem - LIXO


REAPROVEITAMENTO

Raio X do notebook

Seu laptop ficou velho e vai para o lixo? Saiba o que acontece com ele num programa de reciclagem.





Bateria, drive de DVD, placa-mãe. Quando tudo fica obsoleto no computador, às vezes não há alternativa além de jogá-lo fora. Mas, mandar para a lixeira? Conforme aumenta a popularidade dos laptops, cresce também a preocupação de seu impacto no volume de lixo eletrônico. Um estudo da consultoria IDC apontou que a compra de laptops já ultrapassou a de desktops no Brasil. Por isso decidimos acompanhar o início do processo de reciclagem de um notebook no Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática da Universidade de São Paulo (Cedir-USP), que faz a triagem e a desmontagem dos aparelhos, para enviar os componentes aos recicladores.

Quando os notebooks chegam ao Cedir-USP ainda não são necessariamente lixo. Primeiro passam por um teste. Caso ainda possam ser reaproveitados, são destinados a organizações não governamentais, para uso educativo. Caso contrário, são encaminhados a um processo de desmontagem. No exemplo que acompanhamos, de um notebook Pavilion ze2000, que a HP lançou em 2005, foram necessários 30 minutos. Esse tempo pode ser menor, dependendo da complexidade do laptop e da experiência do técnico. Nos mais antigos, há peças plásticas soldadas às metálicas. Além disso, várias empresas usam parafusos próprios, que exigem chaves especiais. Depois de separado, o material é dividido em lotes e encaminhado a ONGs especializadas, que fazem a reciclagem.
VEJA QUADRO: Peças do notebook

O volume de notebooks vem aumentando, mas ainda não é muito representativo. O Centro de Recondicionamento de Computadores Oxigênio, em Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu 149 notebooks para reparo e reciclagem em 2009, frente a 2 500 desktops. “O número é baixo, pois o crescimento de venda dos notebooks é recente. Mas em um período de três anos devem começar a chegar mais”, afirma Rita de Cássia Marques, coordenadora do centro. Para ela, a tendência é de que a vida útil dos equipamentos seja reduzida, o que implica maior descarte. Segundo Ronylson Freitas, gerente de resíduos da Reciclo Metais, parceira do Cedir-USP, 98% de um notebook podem ser reaproveitados na reciclagem. Os 2% restantes se perdem no processo, mas não chegam a poluir o ambiente se forem tratados. complexidade do laptop e da experiência do técnico.

Nos mais antigos, há peças plásticas soldadas às metálicas. Além disso, várias empresas usam parafusos próprios, que exigem chaves especiais. Depois de separado, o material é dividido em lotes e encaminhado a ONGs especializadas, que fazem a reciclagem. O volume de notebooks vem aumentando, mas ainda não é muito representativo. O Centro de Recondicionamento de Computadores Oxigênio, em Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu 149 notebooks para reparo e reciclagem em 2009, frente a 2 500 desktops. “O número é baixo, pois o crescimento de venda dos notebooks é recente. Mas em um período de três anos devem começar a chegar mais”, afirma Rita de Cássia Marques, coordenadora do centro. Para ela, a tendência é de que a vida útil dos equipamentos seja reduzida, o que implica maior descarte. Segundo Ronylson Freitas, gerente de resíduos da Reciclo Metais, parceira do Cedir-USP, 98% de um notebook podem ser reaproveitados na reciclagem. Os 2% restantes se perdem no processo, mas não chegam a poluir o ambiente se forem tratados.
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ALTERNATIVAS VERDES DE FÁBRICA De olho na onda ecológica e nos possíveis problemas futuros com o descarte, as empresas já estão investindo em aparelhos com menos compostos tóxicos. João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec, conta que muitas fabricantes já vendem produtos no Brasil alinhados à proposta verde e a selos de qualidade como a Restrição de Certas Substâncias Perigosas (RoHS) e a Ferramenta de Avaliação Ambiental para Produtos Eletrônicos (Epeat). “Mesmo assim, elas mantêm no mercado, junto com os aparelhos ecológicos, linhas não atualizadas, cujos padrões fogem aos das certificações”, diz Redondo. A Itautec mantém um centro de reciclagem em sua sede de Jundiaí, no interior de São Paulo. Outras empresas, como Sony e Lenovo, lançaram notebooks e netbooks verdes, feitos com materiais reaproveitados. O Vaio W Eco, da Sony, que era um produto-conceito, ficou apenas dois meses nas prateleiras. “Vamos usar o aprendizado e parte das ações implementadas para o modelo na produção de outros notebooks”, diz Willen Puccinelli, gerente da linha Vaio.


ANTES DE IMPRIMIR, PENSE NO PLANETA!


Amanhã  teremos a 11° reportagem do tópico LIXO, que será a última deste tópico e da nossa série de reportagens, e que terá como tema:
DEBATE: As sacolinhas plásticas devem ser banidas do comércio?

Não perca esta 11° reportagem do tópico LIXO, ela vai estar no blog  amanhã dia 23/02/2011. Até mais.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sugestões e críticas sobre o BLOG HORTA

    Se você tem uma crítica ou um a sugestão para o nosso blog envie um e-mail para: projetohorta2011@hotmail.com. Neste e-mail você pode mandar sugestões de reportagens, críticas, e o que você acha sobre o nosso blog.
   A sua participação é importante para o nosso blog. Obrigado.

Planeta Sustentável - 9° Reportagem - LIXO


DESCARTE DE ELETRÔNICOS

E-lixo Maps mostra postos de coleta mais próximos

Em São Paulo, o projeto E-lixo Maps utiliza a plataforma do Google Maps para ajudar o internauta a encontrar os postos de coleta de eletrônicos mais próximos da sua casa ou trabalho.



Marcia Bindo - edição
Revista Vida Simples - 08/2010


   Você já sabe que baterias, celulares, carregadores, computadores, televisores e pilhas velhas não devem ser jogados no lixo comum - esse material tem metais que podem contaminar o solo e a água. Mas o que fazer com todo esse lixo eletrônico, apelidado de e-lixo? Em São Paulo, a Secretaria do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Sergio Motta, criou o projeto "e-lixo maps": um site que usa a plataforma do Google Maps para o usuário encontrar lugares que coletam aparelhos obsoletos ou fora de uso e que dão um destino mais ecológico a eles. Dá para checar os postos mais próximos da sua casa ou trabalho, facilitando um bocado a vida. Agora não tem mais desculpa na hora de descartar seu lixo eletrônico. 






ANTES DE IMPRIMIR, PENSE NO PLANETA!


Amanhã  teremos a 10° reportagem do tópico LIXO, que terá como tema:
REAPROVEITAMENTO: Raio X no notebook.

Não perca esta 10° reportagem do tópico LIXO, ela vai estar no blog  amanhã dia 22/02/2011. Até mais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Planeta Sustentável - 8° Reportagem - LIXO


MAR DE LIXO

Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atlântico

Durante duas semanas, o veleiro Sea Dragon vai arrastar redes especiais para coletar plásticos na superfície do Atlântico até chegar à Ilha Ascensão, a 1886 milhas náuticas (3.395 km) de distância do Rio de Janeiro, de onde partiu. Estou a bordo, acompanhando tudo, para escrever uma grande reportagem para a revista National Geographic Brasil. Enquanto isso, darei notícias, aqui no Planeta Sustentável, sempre que o tempo e os recursos de comunicação permitirem.



Liana John*, diretamente do Sea Dragon, no Oceano Atlântico
Planeta Sustentável – 26/08/2010

*Liana John é jornalista ambiental e escreve todas as quintas-feiras no blog Biodiversa, aqui, no site do Planeta Sustentável

Plástico é um material leve, maleável, moldável e muito, muito barato. Por isso é tão popular. Por isso está por toda parte e sempre é o melhor quando se fala em custo-benefício. Segundo a lógica do mercado, é bem mais eficiente ter objetos, embalagens, sacolas ou vasilhames feitos de plástico, mesmo que eles quebrem ou rasguem facilmente. O preço nem chega perto dos mesmos produtos feitos de metal, madeira, fibra, tecido, vidro etc.

A lógica de mercado, porém, raramente é ecológica.

Justamente por ser tão barato e tão popular, o plástico logo se transforma em lixo e é dispensado em qualquer lugar. Assim, logo tornou-se o material mais volumoso em lixões e aterros. E, infelizmente, é encontrado nos lugares mais inapropriados: na cidade, em áreas naturais, rolando nos desertos e campos, enroscado no alto das árvores, flutuando em lagoas e rios. Nem o remoto alto mar escapa.

Jogado nas margens dos rios, no mangue, nas praias ou diretamente no mar, o plástico logo sai de vista, mas não desaparece. Carregado pelas correntes marinhas, circula indefinidamente, concentrando-se no centro dos grandes oceanos, onde chega a formar imensas ilhas flutuantes (veja as reportagens Sopão de Plástico e Ilha da Reciclagem).

Como se não fosse problema suficiente, nestas condições, mesmo quebrado em pedacinhos, o plástico atrai e adsorve (é com D, mesmo!) os Poluentes Orgânicos Persistentes, comumente chamados pela sigla POPs. São poluentes banidos do mercado por um acordo internacional (Tratado de Estocolmo), dentre os quais os mais conhecidos são o DDT, os furanos e as dioxinas. A concentração de POPs associados ao plástico flutuante chega a ser um milhão de vezes mais alta do que na água!

Para avaliar o tamanho destas ilhas flutuantes no meio do Oceano Atlântico, analisar as concentrações de POPs associados ao plástico e monitorar os impactos desses poluentes sobre a biodiversidade marinha, um grupo de pesquisadores saiu do Rio de Janeiro no dia 26 de agosto, a bordo do veleiro Sea Dragon (veja a foto de Luciano Candisani, no final do texto. Luciano voltará ao veleiro em novembro, para registrar a segunda etapa da pesquisa).

Durante duas semanas, o barco vai arrastar redes especiais para coletar plásticos na superfície da água até chegar à Ilha Ascensão, a 1886 milhas náuticas (3.395 km) de distância do porto de partida, em linha reta.

Sigo a bordo para acompanhar as pesquisas e enviar informes ao Planeta Sustentavel, sempre que o tempo e os recursos de comunicação permitirem. Acompanhe nossa jornada pelo Mar de Lixo, através do mapa!
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ANTES DE IMPRIMIR, PENSE NO PLANETA!


Depois de amanhã  teremos a 9° reportagem do tópico LIXO, que terá como tema:
DESCARTE DE ELETRÔNICOS: E-lixo Maps mostra postos de coleta mais próximos.

Não perca esta 9° reportagem do tópico LIXO, ela vai estar no blog depois de amanhã dia 21/02/2011. Até mais.





sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Planeta Sustentável - 7° Reportagem - LIXO


DESTINO

Para onde vai o lixo?

Saiba o que acontece com o lixo produzido em São Paulo, que não possui mais aterro próprio.



Letícia de Almeida Alves
Casa Sustentável – 09/2010


Você pode não saber, mas a maior cidade do país não tem onde depositar o lixo doméstico e comercial de seus mais de 10 milhões de moradores. A metrópole está sem aterro próprio desde novembro de 2009. Atualmente, a prefeitura se vale de dois depósitos privados, nos municípios de Guarulhos e Caieiras, para descartar 12 mil toneladas diárias, a um gasto mensal de R$ 6,6 milhões aos cofres públicos.

O último aterro em funcionamento, o São João, localizado em São Mateus, zona leste da capital, possui uma montanha de 28 milhões de toneladas acumuladas ao longo de seus 17 anos de funcionamento. Sua manutenção pelos próximos 20 anos inclui a queima de gás metano (hoje são 18 mil Nm³ por hora), iniciativa que gera créditos de carbono para a prefeitura e para a Biogás Energia Ambiental, e ainda o transporte diário de quase 6 mil toneladas de chorume para tratamento na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Em meados de julho, começaram as obras para o novo aterro sanitário paulistano, a Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL). O projeto está sob o comando da Ecourbis Ambiental, uma das responsáveis pela coleta de lixo e destinação dos resíduos na capital (leia o item Coleta, acima à dir.). O empreendimento funcionará dentro de uma área de mata Atlântica, perto do saturado São João

LIXO
Atualmente, nos grandes centros urbanos, a geração de resíduos sólidos cresce mais do que a população. Cada paulistano produz 351,41 kg de lixo por ano, em média. Traduzindo: quem viver até os 70 anos terá descartado 25 toneladas de detritos. Número que poderia diminuir drasticamente se, das 18 mil toneladas recolhidas por dia, os 35% de materiais recicláveis realmente passassem por esse processo (hoje, menos de 1% é de fato reciclado). A negligência custa caro: em São Paulo, a despesa anual com limpeza urbana ultrapassa R$ 760 milhões.

COLETA 
Na capital, 100% desse serviço é terceirizado. Em 2004, duas empresas venceram a concorrência pública que assegurou a concessão por 20 anos, no valor de R$ 9,8 bilhões. A Ecourbis é responsável por atender 1,6 milhão de domicílios da região sudeste, formada por 18 subprefeituras. Já a Loga atende a região noroeste da cidade, com 13 subprefeituras e 1,4 milhão de domicílios.

TRANSBORDOS
São pontos de destinação intermediários criados em função da distância entre a área de coleta e o aterro sanitário. É onde fica o lixo descarregado dos caminhões compactadores e que depois segue adiante. Hoje há três Estações de Transbordo na cidade de São Paulo.

LIXÕES
Locais onde os resíduos sólidos são despejados diretamente no solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Acarretam problemas como a proliferação de vetores de doenças (moscas, mosquitos, baratas e ratos) e a poluição do solo, de rios e lençóis freáticos através do chorume (líquido produzido pela decomposição da matéria orgânica contida no lixo).

ATERROS SANITÁRIOS OU CONTROLADOS
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um aterro sanitário é caracterizado pela disposição de resíduos sólidos urbanos no solo sem causar danos ou riscos à saúde pública, minimizando os impactos ambientais. Utilizam-se técnicas para confinar os resíduos e cobri-los com terra, camada por camada. Esses locais produzem biogás e chorume por até 20 anos, necessitando de constante manutenção.

INCINERADORES

Reduzem o volume de resíduos e destroem micro-organismos encontrados principalmente no lixo hospitalar e industrial. Depois da queima, o material restante pode ser encaminhado para aterros sanitários ou reciclado. A incineração é uma boa alternativa, desde que dentro de um programa de cogeração de energia.

CATADORES

Nas ruas de São Paulo existem mais de 25 mil catadores de lixo reciclável.


ANTES DE IMPRIMIR, PENSE NO PLANETA!


Amanhã  teremos a 8° reportagem do tópico LIXO, que terá como tema:
MAR DE LIXO: Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atlântico.

Não perca esta 8° reportagem do tópico LIXO, ela vai estar no blog  amanhã dia 19/02/2011. Até mais.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Planeta Sustentável - 6° Reportagem - LIXO


MAIS ESPAÇO

Ciclo mais curto

Detran-RS institui o processo de reciclagem para resolver a superlotação de depósitos.



Gustavo Henrique Ruffo
Revista Quatro Rodas - 11/2010



Estima-se que existam no Brasil cerca de 10 milhões de veículos que, devido a seu mau
estado de conservação, estariam destinados à reciclagem, mas apenas 1,5% deles passam
pelo processo. Uma das razões para o baixo índice é o tráfego moroso dos processos jurídicos. No Rio Grande do Sul, apenas em 2009, cerca de 150 000 veículos foram recolhidos, uma quantidade astronômica. Ainda mais quando confrontada com a escassez de espaços públicos para armazená-los.

A partir desse cenário, o Detran do Rio Grande do Sul decidiu criar um projeto pioneiro no país para colocar em prática o processo de reciclagem. “A demanda é de 100 000 m2 de área adicional todos os anos, o equivalente a nove campos de futebol. A cada dez carros que entram, um não sai,” diz Sérgio Filomena, diretor-presidente do Detran-RS. Em outras palavras, dos 150 000 carros recolhidos ano passado no estado, 15 000 ficaram presos.

“Com as regras anteriores, o sistema de depósito entraria em colapso no ano de 2012.” Para apoiar juridicamente o projeto, o Detran-RS se valeu de duas portarias: a 383/09, que autoriza a reciclagem imediata de veículos sem condições técnicasde retornar à circulação, criada para veículos recolhidos a partir de 2009, e a 254/10, que prevê a reciclagem de todos os carros abandonados em depósito há mais de dois anos, aplicável aos carros que já lotavam os pátios, antes de 2009.

Somando todos os veículos nessa condição, há hoje 34 000 unidades passíveis de serem recicladas sob custódia do órgão gaucho de trânsito. Iniciado em 2009, o projeto piloto já reciclou mais de 3 200 veículos e a previsão é que chegue a 34 000 carros durante os próximos três anos.

Decorridos 90 dias de estada do veículo no depósito, o Detran publica um edital nos principais jornais do estado anunciando a reciclagem. Logo após é iniciada uma licitação, como se fosse um leilão, para escolher qual empresa executará o processo de reciclagem,
que tem como função compactar e triturar o carro, separando cada um dos materiais para os destinos corretos. O critério de escolha é a capacidade de a empresa realizar o trabalho e sua idoneidade. Além de benefícios diretos para o ambiente, com a destinação correta dos materiais ferrosos, baterias, catalisadores e fluidos – como gasolina, óleos e graxas –, a atividade legalizada estimula a saída de circulação de veículos obsoletos e inibe a
ação dos desmanches ilegais, que são o principal destino dos veículos roubados no Brasil.

EXPULSOS

• Veículos não identificados (clonados/ adulterados)
• Veículos estrangeiros irregulares
• Máquinas agrícolas ou veículos sem possibilidade de regularização
• Veículos irrecuperáveis (acidentados/ queimados)
• Motores e peças.



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Amanhã  teremos a 7° reportagem do tópico LIXO, que terá como tema:
DESTINO: Para onde vai o lixo?

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Planeta Sustentável - 5° Reportagem - LIXO


CONSCIÊNCIA

Descarte certo

Com atitude e consciência, podemos combater o excesso de lixo tóxico que vem provocando danos à saúde do planeta.





Sabe aquela geladeira antiga que você não usa mais? Ou mesmo os aparelhos eletrônicos deixados de lado? Ah, sem contar as pilhas e baterias aposentadas e os remédios vencidos? Se não bastasse a dúvida sobre o que fazer com essas coisas todas, ainda temos de tratá-las com cuidados especiais. “Por conterem substâncias tóxicas, quando descartados de forma incorreta no meio ambiente, esses e outros itens, como óleo de cozinha e lâmpadas, contaminam o solo e a água”, explica a doutora em engenharia química Carolina Afonso Pinto, formada pela Universidade de São Paulo (USP).

“Para quem não recebe água tratada, a opção é captar de rios ou do lençol freático através de poços artesanais. É aí que mora o perigo”, alerta. Como a maioria desses objetos ainda é eliminada junto com o lixo comum nos chamados “lixões”, o impacto é certeiro. “Não há nenhum controle sobre eles, o que amplia a proliferação de gases tóxicos e líquidos poluentes, como o chorume. O resultado são as doenças, além de solo e ar poluídos”, declara Jorge Tenório, professor titular de engenharia de materiais da Universidade de São Paulo (USP). Como isso pode se agravar e nos trazer problemas futuros? Basta olhar ao redor e ver a multidão de pessoas consumindo sem parar. E o pior: sem saber o que fazer com o que possuem. “Produzimos três vezes mais lixo eletrônico do que lixo comum, que já é insustentável ao planeta”, fala Heloisa Mello, diretora de operações do Instituto Akatu, em São Paulo.

“Consumimos 30% além do que o mundo pode renovar, por isso entramos em uma espécie de cheque especial para sobreviver”, conta Heloisa. Exagero? Não quando observamos a quantidade de novidades lançadas a cada dia. “O consumo hoje é descartável. Os produtos têm pouca durabilidade e essa troca é intensa e rápida”, completa. O alerta nos convida a uma reflexão sobre o futuro de nossas ações daqui para frente. “Não podemos deixar para quando sentirmos na pele o problema. É melhor prevenir do que ter de tomar medidas mais duras depois”, reforça Dinah Monteiro Lessa, diretora do Instituto Recicle, em São Paulo.

CONSUMO CONSCIENTE
Pare e pense em quantos objetos você compra, usa e joga for a diariamente. Saberia dizer quais eram realmente necessários? Você usou-os no mesmo instante ou só depois de semanas ou meses? Essas perguntas podem até parecer simples, mas ajudam muito na hora da decisão. “Devemos pensar no descarte assim que escolhemos o produto”, avisa Heloisa Mello. “O ideal é priorizar os que tenham durabilidade e uso imediato.

Além disso, dê preferência às empresas que os fabricam com sustentabilidade”, reforça Dinah Monteiro Lessa. Por exemplo, observar se as embalagens são feitas de materiais recicláveis e se a empresa as recolhe quando perdem a utilidade já ajuda nessa missão. “As pequenas atitudes individuais resultarão em grande diferença. Se cada um fizer a sua parte, a consequência será gigantesca”, ressalta Heloisa Mello.

O esforço de todos colabora e, com a nova lei de resíduos sólidos, o caminho começa a ser traçado de forma mais rápida. Agora, os fabricantes de eletrônicos, eletrodomésticos,lâmpadas, óleos lubrificantes, pilhas e baterias deverão recolher seus produtos após o término de sua vida útil. Nas páginas a seguir,você verá como descartar de forma adequada todos os tipos de lixo tóxico, incluindo os remédios. Veja aqui algumas indicações e consulte no site da revista Bons Fluidos uma lista mais ampla dos locais que recebem esses materiais.

CADA UM NO SEU LUGAR
PILHAS E BATERIAS
Se fizer um passeio rápido pela sua casa e visitar quartos, cozinha, sala e banheiro, talvez você não perceba que todos esses ambientes têm objetos que trazem algo em comum: pilhas ou baterias. Independentemente do tipo ou do tamanho, o estrago que esses itens causam à natureza e ao homem vem dos metais cádmio, chumbo e mercúrio. Quando entram em contato com o solo, a contaminação é certa e se estende às plantas e animais que vivem nesses locais. O mesmo raciocínio vale para nós, uma vez que, eventualmente, podemos ingerir alimentos contaminados em algum momento da cadeia produtiva.
Onde estão: controles remotos, filmadoras, máquinas fotográficas, telefones fixos e sem fio, celulares, mp3s, barbeadores, brinquedos, lanternas, rádios, notebooks, calculadoras, aparelhos de DVD, relógios e outros produtos que usem pilhas ou baterias comuns e recarregáveis.
Como descartar: envolva a pilha ou a bateria em um saco plástico, separando-o do lixo comum, e deposite em postos de coleta específicos.





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Amanhã  teremos a 6° reportagem do tópico LIXO, que terá como tema:

MAIS ESPAÇO: Ciclo mais curto.

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